Um gás a mais

A crise da siderurgia brasileira nos últimos anos causou grandes prejuízos para empresas de todo o país. No Vale do Aço, interior de Minas Gerais, várias companhias foram afetadas e decidiram migrar para outros setores, dentre eles a indústria naval.

Sendo as únicas do setor instaladas no interior do país, as empresas da região receberam uma ótima notícia no último mês. A Petrobras, que é um dos principais destinos do fornecimento dessas empresas, prometeu investir uma quantia de R$100 bilhões até 2020 nos segmentos de petróleo, gás e naval.

O investimento, além de estimular a maior produção das empresas no Vale do Aço, será uma forma também de desenvolver um Arranjo Produtivo Local (APL) no setor.

Em vários segmentos, a importação de produtos e peças ainda representa uma boa parte no processo de produção. Para muitas companhias, é muito mais viável importar uma peça e realizar apenas a montagem e vender o produto final como se ele fosse nacional. Mas para a indústria naval brasileira, é fundamental o funcionamento dos APLs e a valorização do conteúdo nacional.

O investimento da estatal brasileira será uma forma também de estimular o crescimento de outras empresas, fornecedoras de outros materiais e serviços. Com isso, a correlação econômica entre os diversos setores poderá beneficiar o mercado e os trabalhadores do Vale do Aço.

E a valorização do conteúdo nacional sempre foi considerada prioridade no trabalho da Petrobras. É um instrumento que pode gerar empregos e estimular o crescimento de diversos segmentos da economia. Juntamente com o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), o estímulo aos APLs tem sido o grande responsável pela revitalização da indústria naval brasileira.

Assim, ao contrário dos últimos anos, o otimismo faz parte do trabalho de várias empresas no Vale do Aço. Além do fortalecimento da indústria naval na região, outros segmentos também serão beneficiados com o investimento e novas oportunidades poderão surgir nos próximos anos.

Fonte: Diário do Comércio


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