Novo Simples mais complexo

A partir de 2015, com algumas mudanças no Simples Nacional, o regime de tributação pode se tornar mais complexo para as empresas. Tanto para optar ou não pelo sistema quanto no atendimento às normas, a complexidade visa tornar a cobrança mais justa para pequenas empresas.

Segundo Silas Santiago, secretário executivo do Comitê Gestor do Simples (CGSN), a justiça traz complexidade, que é resolvida com tecnologia. Ainda de acordo com o secretário, no Novo Simples – previsto pela Lei Complementar 147 – os benefícios estarão presentes em produtos que integram a cesta básica.

De acordo com as novas regras, o faturamento equivalente a produtos de cesta básica terá isenção de PIS, Cofins e ICMS. Os outros produtos terão tributação normal. Essa diferença na cobrança, apesar de complexa, será mais justa para empresas de pequeno porte. As grandes empresas já aproveitam desse benefício.

Santiago ainda ressaltou a importância de procurar um especialista antes de optar pelo sistema. De acordo com ele, a carga tributária pode ser maior dependendo do setor. “Se a empresa estiver no anexo 6, e se tiver funcionário, é possível que compense, porque não irá pagar a cota patronal. Nós colocamos neste anexo todas as empresas de atividade intelectual, com exceção de contadores e advogados”, disse o secretário-executivo.

 

Fonte: Sinescontábil

 


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