Microempreendedor Individual precisa de contabilidade?

A categoria de microempreendedores individuais não para de crescer. Desde 2012, cerca de um milhão de novas pessoas por ano se registram no Portal do Empreendedor como microempreendedor individual. Em 2016, o número de MEIs já superava em quase 20% o número de empresas abertas no país. Hoje, são quase sete milhões de cadastrados na modalidade. São números que impressionam qualquer um.

Microempreendedor Individual precisa de contabilidade?

Existem vários fatores que tornam essa faixa atrativa: facilidade em criar um CNPJ, sistema simplificado de pagamento de impostos, liberdade para não se filiar em nenhuma instituição, entre outros. Em suma, trata-se de uma categoria relativamente nova que chegou para ficar por conta de sua simplicidade e praticidade.

Um mito bastante comum sobre os microempreendedores individuais é de que a Receita Federal não monitora a categoria. Complementando o mito, surge a ideia de que não são necessários registros contábeis. Tal linha de raciocínio é bastante perigosa, podendo contribuir não só para o pagamento de multas quanto para o fim de suas atividades como MEI.

 

Os tributos de um microempreendedor individual

O microempreendedor individual tem algumas obrigações a cumprir. Em primeiro lugar, suas receitas brutas do período devem estar registradas e comprovadas no relatório de receitas brutas. Não se trata de algo a ser entregue todo mês, mas sim de um documento que deve estar em ordem por ser passível de fiscalização.

Assim como um restaurante deve se preparar para inspeções sanitárias surpresas, você pode ser requisitado a apresentar o relatório de receitas brutas a qualquer momento. A não apresentação do mesmo poderá lhe causar multas e dores de cabeça, então mantenha seus registros em dia.

Também é preciso enviar anualmente a DASN (Declaração Anual Simplificada). Assim como anualmente a pessoa física que se encaixa nos critérios deve enviar uma declaração de Imposto de Renda, o microempreendedor individual deve especificar seus rendimentos do período. Em linhas gerais, a DASN engloba seu faturamento, as receitas de comércio, indústria ou serviço e se ocorreu a contratação de funcionários.

Apenas esses dois exemplos já quebram o mito de que um microempreendedor individual não necessita de se preocupar com a prestação de contas. A simplicidade é característica da categoria, mas nem por isso as obrigações deixam de ser necessárias.

 

A contabilidade é necessária?

Tendo em vista que MEIs também devem prestar contas, surge a pergunta se ainda sim a contabilidade é necessária. Em linhas gerais, a resposta é “sim”. Dois motivos justificam o porquê de o auxílio contábil ser fundamental para o futuro, e sucesso, do empreendedor.

Em primeiro lugar, conforme comentado anteriormente, é preciso ter o registro de algumas informações para prestar contas. Registro de entradas e saídas, lucro bruto e faturamento mensal são apenas algumas delas.

Administrar esses dados sem auxílio contábil pode ser um grande desafio. MEIs não necessitam manter livros fiscais e contábeis, mas devem ter os dados passíveis de verificação na ponta da língua. Coletar essas informações informalmente abre espaço para erros e omissões que podem lhe gerar complicações no futuro.

Ainda se deixarmos o assunto de obrigações de lado, a contabilidade é importantíssima para o futuro do microempreendedor. Qualquer pessoa jurídica, seja ela grande ou pequena, precisa ter uma relação transparente entre empresa, banco, clientes e fornecedores. Não ter seu balanço em ordem pode, inclusive, lhe impedir de realizar um empréstimo bancário, por não haver comprovações de sua estabilidade como microempreendedor individual.

 

A contabilidade é parte fundamental de seu controle. Ela lhe fornece dados para saber com exatidão a situação de sua empresa, além de facilitar imensamente na tomada de decisões.

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