Maior rigorosidade no Sped

Dificuldades financeiras de um lado e despreparo do outro. Estes são alguns dos detalhes para a implementação do Bloco K, um procedimento de controle digital do Sped Fiscal voltado para empresas do setor industrial.

Diante da falta de verba enfrentada pela Receita, a fiscalização sobre as empresas pode se tornar ainda mais rigorosa, principalmente em relação ao Sistema Público de Escrituração Digital (Sped). A maior atenção do governo para fiscalizar inconsistências e sonegações nas declarações já ocorre nas regiões Norte e Nordeste, com a tendência que o mesmo aconteça em outras partes do país. Dessa forma, a Fazenda pretende arrecadar mais de R$ 1 bilhão.

Por outro lado, as empresas encontram dificuldades para realizar as declarações no prazo exigido. De acordo com especialistas, as prorrogações dos prazos e a quantidade de informações para a adequação ao Sped causou uma certa desconfiança quanto à fiscalização, o que acabou atingindo áreas fiscais e tributárias. Muitos empresários alegam também o risco de vazamento das informações fornecidas da forma como são exigidas pelo fisco.

Outro fator que preocupa é a baixa adesão ao sistema até o momento. Principalmente para as empresas que ainda não têm obrigatoriedade da implementação até o ano que vem e costumam deixar para última hora. E o Sped não é um sistema que a empresa consegue implantar em pouco tempo.

 

Prazos

Empresas com faturamento superior a R$ 78 milhões em 2014 serão obrigadas a fazer a declaração ao eSocial a partir de setembro deste ano.

Já em relação ao Bloco K, empresas com faturamento superior a R$ 300 milhões serão obrigadas a implementar o sistema em janeiro do ano que vem. Para faturamentos acima de R$ 78 milhões, a obrigatoriedade será em 2018. E para demais receitas, somente em 2019.

Fonte: Contábeis

 


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