Lucro Presumido e Simples Nacional: Qual o melhor para sua empresa

Para os não contadores, entender o que é cada um dos regimes tributários pode parecer uma tarefa complicada. Escolher qual o melhor para sua empresa se torna um desafio ainda maior. Percebendo as dificuldades que podem surgir sobre esse tema, separamos aqui informações importantes sobre o Lucro Presumido e Simples Nacional. É importante entender suas principais características para determinar qual é o melhor regime tributário para sua empresa.

Lucro Presumido e Simples Nacional

Por que é tão importante entender cada um dos regimes?

Antes de explicar o que é cada um dos regimes, é preciso entender o porquê se deve pensar com cuidado em qual adotar e em que momentos ele aparecerá na vida do empreendedor. Em linhas gerais, o regime tributário é a forma com a qual a empresa deve responder tributavelmente.

O empreendedor tem a oportunidade de escolher qual regime adotar em dois momentos: na abertura da empresa e no início de cada ano. Com o regime estabelecido, a empresa deve respeitá-lo e só terá a oportunidade de alterar no próximo ano. Por isso é tão importante entender as características de cada um, pois caso não seja escolhido um regime adequado para a empresa, tributos adicionais serão pagos até a próxima oportunidade de troca. E você sabia que o empresário brasileiro paga mais impostos do que deve?

 

Qual a diferença entre Lucro Presumido e Simples Nacional?

A grande característica do Simples Nacional está na simplicidade na hora de pagar os impostos, juntos em apenas uma taxa. Trata-se de menos burocracia, pois os impostos se reduzem no mínimo de guias. O Lucro Presumido não tem esse atributo, mas como veremos posteriormente, pode gerar uma alíquota menor.

Diferentemente do Lucro Presumido, o Simples nacional possui uma série de requisitos que, se não atendidos pela empresa, impedirão a adoção do regime. O faturamento somado de todas as empresas do dono da empresa não pode ser superior a R$ 3,6 milhões. O mesmo ocorre para sócios com até 10% de participação. Dependendo do que sua empresa faz, o Simples também pode não ser aceito, pois várias atividades não são enquadradas.

Resumindo em poucas palavras, nem todos podem fazer parte do Simples. Entenda se sua empresa realmente está enquadrada e, caso positivo, prossiga com a análise.

 

Qual se aplica melhor à minha empresa: Lucro Presumido ou Simples Nacional?

Vendo que não há impedimento para sua empresa entrar para o Simples Nacional, surge o momento de determinar qual melhor se adequa a sua empresa. Basicamente, o que determina a melhor escolha é o conjunto de três fatores: a alíquota de imposto sobre atividades, o INSS sobre a folha de pagamento para salários e pró-labores e as burocracias necessárias.

 

1) Alíquotas

Para as alíquotas de imposto sobre atividades, o Lucro Presumido pode variar entre 13,33% a 18,33%. Essa variação ocorre por conta do ISS, que alcança valores de 2% a 5% dependendo do município. Para determinar quanto seria pago, busque por qual é o valor da tarifa base do ISS em sua cidade. Feito isso, some com os impostos federais (11,33%) e você terá o valor da alíquota.

O Simples Nacional possui extremos maiores, entre 4,5% e 19,5%. Por isso é importante verificar com cuidado, pois o Simples pode tanto garantir uma economia quanto um encargo adicional sem necessidade. O tipo de serviço determina a alíquota a ser paga. Faça a análise das alíquotas para as duas situações: Lucro Presumido e Simples Nacional. A menor alíquota será a vencedora nesse quesito. Verificando isso, seguimos para o próximo ponto.

 

2) INSS sobre a folha de pagamento

O segundo critério de análise é o INSS sobre a folha de pagamento. Optantes pelo Lucro Presumido pagam em torno de 20% de INSS. Os optantes pelo Simples apenas terão os 20% caso sejam enquadrados no Anexo IV do Simples Nacional, que inclui alguns serviços como medicina, psicologia, jornalismo, arquitetura, entre outros. Os que não estão na categoria não precisam se preocupar, mas é importante verificar se você se encaixa.

O caminho para fazer a comparação entre o Lucro Presumido e o Simples Nacional (No anexo IV) é simples. Pegue a maior despesa que você possui com salários e multiplique por 0,2 (20%). Em seguida, divida o resultado pela média do seu faturamento. Com isso, você terá a alíquota do INSS. Some com a alíquota descoberta acima e você chegará ao resultado. Mais uma vez, a menor soma representa a opção mais vantajosa. Muitas vezes o Simples se torna mais atrativo nesse momento, já que muitos não se enquadram no Anexo IV e assim não pagam os 20%.

 

3) Burocracias

Por fim, o fator burocrático, também chamado de obrigações acessórias, é o último ponto a ser visto. Para essa variável, o simples possui algumas vantagens. Nele, você recolhe os impostos federais e o ISS em uma única guia (com exceção do INSS para funcionários e sócios) além de ter declarações federais resumidas.

Com menos guias, são menos obrigações em datas diferentes, ou seja, menos complicações e estresses desnecessários. Apesar da aparente vantagem do Simples, considere também que algumas empresas apenas contratam Pessoas Jurídicas optantes pelo Lucro Presumido. Não é uma regra, mas ocorre. Logo, leve isso em consideração antes de definir o Simples como a melhor opção nesse quesito.

 

Colocando todos os pontos na balança e acrescentando uma boa análise crítica, será mais possível entender qual a melhor opção para a sua empresa. E claro, a Marina Contábil pode te auxiliar para esta e tantas outras questões contábeis que surgem em uma organização. Entre em contato!


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