IFRS 14 divide opinião de especialistas

Foto: Reprodução/ Accountacyage

No início de janeiro, uma nova norma de contabilidade foi emitida pelo IASB (International Accounting Standards Board) – o comitê de normas internacionais de contabilidade. Intitulada IFRS 14, a norma tem como principal objetivo melhorar a comparabilidade dos relatórios financeiros de empresas que atuam em mercados regulados. O início da obrigatoriedade da IFRS 14 se inicia apenas em 2016, mas ela já pode ser aplicada pelas empresas.

Contudo, a norma divide opiniões entre os especialistas. Marcos Quintanilha, coordenador do Grupo Técnico de Energia do Ibracon – Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, defende que a norma não suprirá a expectativa da comunidade contábil e das empresas reguladas brasileiras. Isso porque, segundo ele, o IFRS 14 se aplica somente às empresas que estão em processo de adoção do IFRS.

Confira a análise do coordenador:

“O IFRS 14 permite que empresas que atualmente registram ativos e passivos regulatórios, em atendimento a seus princípios contábeis locais, não tenham necessidade de reverter esses ativos e passivos, quando da adoção do IFRS. Porém, essa mesma permissão não é concedida às empresas que já adotaram o IFRS anteriormente (e, portanto, tiveram que reverter esses ativos e passivos de seus balanços), que é o caso das empresas brasileiras. (…) A expectativa é de que esse projeto, por ser mais abrangente e incluir também uma discussão sobre o “framework” do IFRS poderá, num futuro relativamente próximo, resultar na modificação do IFRS para permitir o registro de ativos a passivos regulatórios nas demonstrações financeiras societárias das empresas brasileiras”.

Fonte: Contábeis

 


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