Nova norma contábil afeta fluxo de caixa de empresas

 

As mudanças provocadas pela Medida Provisória 627 não agradaram a todos. A resolução, que botou fim ao Regime de Transição (RTT), afeta o fluxo de caixa das empresas – principalmente as de menor porte. Pelo menos é o que defende o CEO da Sevilha Contabilidade, Vicente Sevilha.

De acordo com Sevilha, antes da implementação da Medida Provisória, as empresas apenas pagavam tributos sob lucros obtidos no exterior (via investimento) quando efetivamente recebiam aquele dinheiro. Agora, o tributo deverá ser pago antes de a empresa receber, de fato, o lucro.

O CEO explica: “Para ter que pagar a tributação, o empresário terá que retirar do seu fluxo de caixa. Em casos de empresas grandes, que têm um lucro em uma filial, pode receber esse ganho antes de ter que pagar o tributo. Mas se uma empresa pequena tiver lucro por conta de uma ação que comprou de outra companhia, fica mais difícil quitar o imposto com o próprio caixa. (…) Se para abrir uma fábrica na China, uma companhia irá gastar US$ 100 milhões, e a perspectiva de lucro é de US$ 10 milhões, talvez precise de US$ 103 milhões para ter uma reserva e pagar o tributo. Sabendo que essa situação acontece, o investidor pode ficar receoso.”

 


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