Brasil fará aporte de U$ 10 bi ao FMI e China garante U$ 43 bi

O Brasil, a Rússia, a Índia e o México vão contribuir cada uma com 10 bilhões e África do Sul irá contribuir com 2 bilhões para as reservas do Fundo Monetário Internacional (FMI) de combate a crises, enquanto a China ofereceu US$ 43 bilhões, completando uma ação global para quase dobrar os recursos da entidade para 456 bilhões de dólares visando a ajudar a proteger países diante da crise da dívida da zona do euro.

Esses recursos serão disponibilizados para prevenção e resolução de crises e para atender às necessidades potenciais de financiamento de todos os membros do FMI. Eles serão sacados apenas se forem necessários como uma segunda linha de defesa, quando outros empréstimos do FMI estiverem exauridos.
Os líderes dos países do BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul condicionaram os recursos a maior participação no FMI para ampliar seu poder de voto.

Espanha vai pedir empréstimo
O governo espanhol deve oficializar nesta semana um pedido de empréstimo ao Eurogrupo para ajudar o seu setor bancário. O valor do empréstimo ainda está sendo negociado pelo governo da Espanha, mas o FMI calcula que o setor bancário espanhol necessite de 400 bilhões de euros. Mas especialistas falam em até 70 bilhões de euros. Na semana passada, ministros das finanças dos países da União Europeia, em uma teleconferência, decidiram disponibilizar 100 bilhões de euros para os espanhóis.

Dilma e Merkel
Em meio às discussões sobre a crise financeira europeia na reunião de Cúpula do G-20, a presidente Dilma Rousseff esteve ontem com a chanceler alemã, Angela Merkel. O encontro foi o primeiro compromisso de Dilma antes de participar da segunda sessão de trabalho do G-20, em Los Cabos.

Em discursos, a presidente Dilma tem demonstrado discordância com algumas medidas que os países da zona do euro vêm adotando para sair da crise financeira, como a excessiva injeção de recursos na economia pelos bancos centrais e a ausência de políticas fiscais de ampliação da capacidade de investimento para retomar o crescimento. Dilma defende medidas que combinem austeridade fiscal e investimentos para estimular o consumo.

Fonte: www.dci.com.br


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